Nós temos a tendência de atribuir causas aos fenômenos que observamos e vivenciamos para satisfazer a necessidade de viver em estabilidade. Com a política não é diferente. Quando gostamos de tal político e ele ocupa um cargo eletivo qualquer, costumamos atribuir as causas de seu bom governo à sua capacidade de governar, de gerir o sistema público com competência e o mínimo de burocracia. Quando não gostamos do político e o mesmo se encontra eleito e gerindo o sistema público, atribuímos o seu sucesso às causas externas e não a sua competência e de sua equipe. Por exemplo, quando a economia do país vai bem, normalmente ouvimos de alguns economistas que é por que o cenário internacional está bom, que todo o mundo cresce, que aqui não poderia ser diferente. Assim é a nossa oposição governamental.
Discursos como esse podem ser verdadeiros, mas a oposição em nossa cidade, em nosso estado e em nosso país, expressa para a população de forma arbitrária que quem governa não merece governar. E não é se mostrando mais capaz, não é propondo algo concreto para a população, é atribuindo o sucesso da situação a fatores externos e o insucesso, a incapacidade do governo.
A oposição atualmente não propõe nada, apenas rebate as propostas do governo, isso acontece e deve acontecer sempre que haja uma contribuição a essa proposta, mas não ocorre em nossa cidade, em nosso estado e em nosso país. Vivem numa guerra de palavras e de poucas ações concretas. Comemoram mais a derrota do governo que a vitória de uma política pública adequada. Trocam farpas em um minuto para depois chuparem sorvete e sugarem a nossa paciência e jogam nossos impostos nos esgotos dos seus bolsos e de alguns escolhidos para fazerem o papel de sujar as ruas com os dejetos de seus bolsos.
Atribuir causas aos sucessos e insucessos é tarefa corriqueira, mas trabalhar efetivamente, fazer oposição verdadeira, poucos sabem e os que realmente sabem, não aparecem na televisão, não falam a palavra ética, não precisam; a sua carreira deve ser exemplo disso.
Desconfie daquele político que cospe a palavra ética nos microfones, são esses que tem o discurso pronto para nos envolver. Aquele que franze um pouco os olhos na hora de falar sério, é esse mesmo que usa a palavra ética, é esse que quer lhe convencer de que ele está com a verdade. Então desconfie muito dele. É esse que quer lhe confundir as idéias e se mostrar como um ético político, mas é tão falso como uma cédula de 15 Reais.

pq tem a imagem do sharlle shaplim??? :B
mas o texto ta legal!!!