“Caso Isabella virou novela doentia”
Abril 11, 2008 de Matheus Laureano
O texto abaixo foi retirado do Terra Magazine, do portal Terra, onde o antropólogo Roberto Albergaria da Universidade Federal da Bahia fala sobre o que vem fazendo a mídia nesse caso.
Claudio Leal
A morte da menina Isabella Nardoni, 5 anos, deu início a uma novela midiática à procura de desfecho. Em 29 de março, ela morreu após uma queda da janela do apartamento do pai, Alexandre, na Zona Norte de São Paulo. A polícia investiga a autoria do crime e tem como principais suspeitos o pai e a madrasta de Isabella, Anna Carolina.
Há indícios de que ela tenha sido assassinada. Esse é o enredo central. O resto, segundo o antropólogo Roberto Albergaria, é a construção de uma novela “trágica” e “doentia”.
Doutor em Antropologia pela Universidade de Paris VII e professor da Universidade Federal da Bahia, Albergaria critica os exageros da cobertura midiática e aponta uma abordagem “classista” e “racialista” do crime. “Porque é uma menina de classe média, bonitinha, e aí vem a estética”, afirma.
- Há um lado doentio, e quem alimenta essa doença, que se tornou uma epidemia como a dengue, é a própria mídia. Porque há um viés “comunicacionista” ao se alimentar de forma mórbida uma história trágica. E transformar essa história trágica numa novela, no mesmo estilo das novelas das grandes televisões: mexicana.
O surgimento de reviravoltas, vídeos da menina, sangue nas camisas, testemunhas surpreendentes (o garçom do bar em que a tia de Isabella estava no dia da morte), os parentes, os vizinhos (personagens fatais na obra de Nelson Rodrigues), compõem o painel da novela. Para Albergaria, a mídia transformou o crime “em metade da pauta da mídia durante semanas e semanas”.
- O caso da menina veio a calhar para a mídia porque junta todas essas determinações: o classismo, o racialismo, o infantilismo… E, sobretudo, o “comunicacionismo”, uma das coisas mais doentias que existe hoje. É você explorar algumas misérias, seletivamente, como forma de emocionar as multidões.
O antropólogo exerga outra distorção: ajudada pelo mistério, a novela em que se transformou o caso Isabella vale mais do que os fatos, e tira do debate público temas mais relevantes.
- A mídia é o grande filtro. O espaço ocupado por essa menina é o espaço retirado de coisas muito mais importantes para a vida coletiva. Mas isso é um fato emocionante. A emoção vale mais do que a razão. A novela, o enredo, vale mais do que o fato - analisa Albergaria.
A seguir, a íntegra da entrevista.
Terra Magazine - Como o senhor analisa a cobertura do caso Isabella na mídia? Os vizinhos, a tia, a roupa, o sangue, os vídeos… Há um lado doentio nesse interesse minimalista?
Roberto Albergaria - Há, sim. Há um lado doentio, e quem alimenta essa doença, que se tornou uma epidemia como a dengue, é a própria mídia. Porque há um viés “comunicacionista” ao se alimentar de forma mórbida uma história trágica. E transformar essa história trágica numa novela, no mesmo estilo das novelas das grandes televisões: mexicana. É você transformar um fato, evidentemente grave, em metade da pauta da mídia durante semanas e semanas. Até que apareça outro. Não é uma questão puramente brasileira. É como aconteceu na Europa com o caso Madeleine. Por que essa menina foi escolhida como a bola da vez, a coitadinha da vez? Primeiro, porque já havia o modelo europeu. O caso Madeleine é alimentado por jornais sensacionalistas ingleses. Houve até recompensas. Segundo, ela é, digamos assim, “a vítima ideal”. Porque há um viés classista.
Por que classista?
Porque é uma menina de classe média, bonitinha, e aí vem a estética. Se ela fosse muito feia, se ela fosse um pequeno “canhão”, não daria. As revistas semanais escolheram as fotos mais fotogênicas pra ressaltar isso.
E não é um caso, aparentemente, para um Sherlock Holmes…
É isso. Não existe mais muita diferença entre o jornalismo e a ficção, entre a novela e o jornal das 20h. O tratamento dado a um fato verdadeiro é o mesmo dado a um fato novelesco. Vão fazer render esta novela com todos os ingredientes possíveis. Aí entra o que eu chamei de viés classista. Ela é uma menina de classe média, branquinha. Na maioria dos Estados brasileiros, sobretudo aqui na Bahia, onde você tem uma maioria negro-mestiça, uma menina branca vale mais do que uma menina negra. Do ponto de vista dos Estados nordestinos, há esse lado racialista. A mídia dá um centímetro para as meninas negras que morrem.
Há muitas mortes de crianças na epidemia de dengue no Rio.
São geralmente crianças pobres. A mídia pega um caso de pobre e dois de ricos. Mas, no Rio de Janeiro, não há o elemento do mistério. Há a política. O que as pessoas querem é o filtro do mistério, da novela, da descoberta… Pra você entender esse caso, há um concurso de causas e circunstâncias. É um infanticídio. Na sociedade ocidental, o infanticídio é um pecado, uma falta muito forte. A possibilidade de ela ter sido morta por um dos pais é também um elemento de grande emoção para o público telespectador caseiro. Hoje se dá muito valor às crianças. Antigamente ela não era importante.
Quando é que nasce a valorização da infância?
Nasce no século XVIII, com o mundo burguês. A criança se tornou o menino-rei, o núcleo simbólico da família nuclear burguesa. Antes, nas famílias aristocráticas, nas famílias pobres, você tinha unidades familiares com vários filhos. A perda de um filho era a perda de um único filho, não fazia tanta falta quanto iria fazer no mundo burguês, que tem no filho o futuro daquela unidade familiar. Além disso, eram poucos os filhos. Agora, há o filho único. Então, há esse viés infantilista, ou juvenicista, que tem a ver com a própria cultura contemporânea. O caso da menina veio a calhar para a mídia porque junta todas essas determinações: o classismo, o racialismo, o infantilismo - e o medo, o assombro, a tragédia do infanticídio. E, sobretudo, o “comunicacionismo”, uma das coisas mais doentias que existe hoje. É você explorar algumas misérias, seletivamente, como forma de emocionar as multidões.
Qual é o grau de envolvimento dos jornalistas com essas tragédias?
O jornalismo passa a se envolver, no Brasil ainda pouco. Os jornais sensacionalistas ingleses chegaram a oferecer recompensas milionárias no caso Madeleine. É como se o jornalismo fosse parte dessa novela, parte integrante das investigações, das denúncias. Sobretudo na definição do que é importante para o telespectador, o ouvinte ou leitor, ter como elemento de reflexão. A mídia é o grande filtro. O espaço ocupado por essa menina é o espaço retirado de coisas muito mais importantes para a vida coletiva. Mas isso é um fato emocionante. A emoção vale mais do que a razão. A novela, o enredo, vale mais do que o fato.
Terra Magazine
Acho que é isso mesmo. Em muitos sentidos a mídia cria tramas inexistentes. Uma forma de trazer para a vida real o que a gente está acostumado a ver nas novelas. E mais do que isto. Isabela é um nome, um ser que morreu injustamente. Tudo bem. Mas milhares de outros nomes e rostos morrem no dia a dia e a mídia apresenta apenas os números.
A mídia faz uma dramaturgia com a Isabela, e sem pagar cachê.
Ótimo post. Concordo com o antropólogo.
Concordo com o antropólogo com relação ao assunto. De fato, de tempos em tempos, nota-se que as notícias ou escândalos são muito similares àqueles anteriormente publicados e que, conforme seja boa a repercussão, tempos depois, quando acontece algo parecido, a mídia não hesita em escandalizar ao máximo o acontecimento, maximizando-o nas capas de revistas, jornais, na televisão ou na internet. A sociedade, por sua vez, tem a sua responsabilidade na amplificação dos acontecimentos, pois consome esse tipo de informação. No caso de Isabela Nardoni, o mistério sobre as causas da morte evidenciam o gosto da imprensa pela “novelização” da vida real, muito comum nos dias de hoje.
Achei interessante a colocação dele. É um ponto de vista diferente. Eu venho acompanhando o caso e acho que um dos principais fatos de estar em tanta evidência é a possibilidade dela ter sido assassinada pelo pai. Dengue é um grande problema, muitas pessoas estão morrendo todos os dias, acho que por isso de certa forma está “banal”. Tenho estado muito desacreditada na política e segurança do país e o que mais me prende a acompanhar o caso da menina é que não me lembro da última vez que vi a justiça tão empenhada. Só não vou relevar o fato que seja quem for o culpado, em poucos anos estará livre.
Aqui fala sobre isso:
http://caouivador.wordpress.com/2008/04/11/caso-isabella-o-fato-onibus/
Olá, Matheus. Também penso muito no caos em que se tornou essa tragédia. O excesso de informação “empurrada” à população…a mídia está lucrando com isso, somente ela. A polícia é o único órgão responsável pelo caso e a família a única interessada. Comentei este caso no meu blog também.
Abraço.
Aleluia!
Uma reportagem boa sobre o caso apareceu.
[...] fosse a única pessoa que estivesse cansada dessa exposição toda desse caso na mídia, mas lendo essa matéria percebi que eu não sou a única. Ainda [...]
Vez ou outra vemos a mídia como um todo usar um modelo de sofrimento em que há uma identificação coletiva para gerar audiência e como se estivesse fazendo um papel de cidadania, de mídia ética e comprometida com os fatos. Cabe a nós que somos consumidores a crítica e a divulgação de um pensamento crítico com relação a mídia.
Realmente. É um negócio doentio essa cobertura da midia. Muito excesso de achismo. Não respeitam nem o telespectador, nem as familias. E os órgãos públicos? É Delegado, é Promotor…. todo mundo tirando sua casquinha e posando de bola da vez. É lamentável…
A morbidez e o tremendo afã de colocar na telinha o que de pior existe na sociedade e a busca das pessoas por esta linha de informação??? me passa a idéia de urubus degustando uma saborosa e mal cheirosa carniça. É uma pena que o poderoso maio de comunicação que é a TV não é usado para a educação de uma nação deseducada. Mas eu estou velho e não tenho mais nada a esperar deste país, lamento pela juventude que tem como heróis diuturnamente: traficantes, drogados, pervertidos sexuais, exaltação do homosexualismo e outros quetais.
Devo discordar do caso Madeleine.
A exposição da mídia no caso dela foi necessária pois foi um caso de desaparecimento, ou seja, ainda há esperança dela ser encontrada. Portanto foi benéfico a divulgação de sua imagem, aumentando as chances de alguém reconhece-la.
É claro que essa divulgação necessária do caso Madeleine não deixou de ser apelativa e sensacionalista. Poderia ter sido feita com mais “frieza”.
A imprensa com seu sensacionalismo e falta de ética, praticamente condenou o casal, sem nenhuma prova concreta da participação do mesmo no evento. O proprio Ministério Publico não tem certeza de nada. Por que a imprensa não cobra agilidade na conclusão da pericia? A resposta é simples, o caso esta rendendo venda de jornais e revistas, além de audiência.
Tem razão o antropólogo. Na cidade de Porto Alegre, há uns três meses, uma tia matou uma menina de cinco anos a pancadas. Bateu até ela morrer, saiu de casa e ainda se despediu do marido que estava em outra peça da casa. Todos ouviram o espancamento, marido, vizinhos, etc., mas ninguém fez nada, sequer chamaram o conselho tutelar, com a desculpa de que isto era comum. Todos os dias a tia batia na menina, até que um dia, ela morreu de tanto apanhar. SÓ QUE ISTO ACONTECEU NUMA VILA PAUPÉRRIMA DE PORTO ALEGRE, LOGO, NÃO CHAMOU A ATENÇÃO DA MÍDIA por mais de uma semana, embora seja um caso tão grave e horroroso quanto o da Isabella. Mas não daria “ibope”, já que tratava-se de uma menina pobre, talvez mulata, talvez nem tão bonita devido a pobreza em que vivia. Enfim, essa é nossa realidade.
Esse fato, da garota anula as mortes provocadas pela dengue, pois o fato de nao remeter a culpa para o governo, faz com que quanto mais se fala da Isabella, menor espaço para falar da incompetência do governo federal no caso da epidemia da dengue país a fora.
Uma pergunta quanto o governo federal esta pagando para a mídia dar tanta ênfase neste caso?
Dar toda essa propaganda negativa remete ao fato de termos uma imprensa sensacionalista que vive de desgraça, de crianças, mas crianças que vendem boa imagem, já passou da hora de ter uma imprensa profissional e não essa droga de colocar cada dia um fato novo, jornalismo não é brincar de ser detetive e sim mostrar os fatos reais sem achar nada.
Realmente há uma certa exploração sobre o assunto, no meu entender é tbem por se tratar de uma criança de um poder aquisitivo melhor que outros. Numa outra reportagem na TV, recordo-me de falarem sobre outras crianças, entretanto de favelas, que foram mortas, assassinadas e há anos sem solução…. Entretanto conheci a Isabella na quarta-feira anterior a sua morte e pude perceber a docilidade desta que inocentemente pagou por algo que não sabemos…E que é pior tbem conheço sua madrasta e é difícil acreditar que possa ter feito algo tão atroz….
Então porque a mídia ignora esses casos e eles não chegam até nós (que provavelmente nos deixariam indignados igualmente), temos que ficar indiferentes a este caso também?
Concordo. Virou uma telenovela do tipo”Quem Matou Odete Roitman”. Já Julgaram o casal. Acabaram com a familia. A perda de um filho não tem explicação.Pior é vc estar com um filho nos braços, pedindo pelo amor de Deus para ele ser
atendido por um médico .Sem resposta, sem ter o que fazer por que não se tem dinheiro.Um monte de crianças pobres morrem no Rio de Janeiro vítimas de um mosquito e do completo descaso público, que não cumpre com suas funções básicas de dar ao povo saúde, educação, segurança estradas decentes etc… Os altos gráficos de melhoras no pais apresetandos pelo governos a gente não vê. As entradas continuam horriveis a educação idem e a saúde nem pensar. Enquanto isso, escandalos e mais escandalos de toubalheira do nosso dinheiro.E a vida segue…..
Eu acho que tudo seria resolvido rapidamente sem que precisassem tornar esse caso em novela se a policia resolvesse esse caso com rapidez e com mais eficácia, pois com as provas que ela já tem acho que já da para saber quem é o cupado, pois tem 99% já resolvido não é?
concordo também. para mim esse resultado já saiu a muito, e ficam nesse de que não sabem quem matou a menina. coloca esse resutado de uma vez que brasileiro não é bobo não. acho que já tem prova suficiente.sou leiga mas é muita conversa, muito tempo.
Concordo que a mídia está usando e abusando do caso, exagerando, cheia das possibilidades, como se fosse uma chamada de intervalo que fala sobre os próximos capítulos de uma novela.
Mas uma coisa é certa, se a mídia não estivesse fazendo isso, o caso não seria investigado pela policia com tanta atenção e até vamos dizer, um receio de deixar passar algum detalhe.
A melhor forma de fazer a mídia voltar as questões mais importantes para o coletivo é conseguir ter uma apuração eficiente e um processo judicial também eficiente.
Aí “nós (eu e vocês)” os grandes pensadores e acima das curiosidades mortais, podemos voltar a filosofar sobre as injustiças sociais etc.. blablabla, etc….
Se fosse meu filho não afirmaria: está dentro das estatisticas.
Não acho excesso da imprensa, afinal não é todo dia que um pai mata a filha, sem motivo algum aparente, além de matar ainda tenta encobrir o crime, é terrível isso, sem falar que as duas famílias dizerem ter certeza da inocência do casal. Realmente merece uma cobertura completa, a complexidade do caso exige isso.
Quando uma familia tem uma criança assassinada,clama por justiça e quer achar o culpado. Neste caso,imaginem o drama da familia que ja perdeu uma neta e ainda podem perder un filho e sua mulher para a cadeia.O caso é realmente terrivel.Ter que defender o suposto assassino porque ele também é amado.Que diálogo tem estas pesoas entre si?Como ficam na mesma casa e se olham sem se sentir acabados?É muito mais difícil que outros dramas familiares.É simplemente dantesco.E pior, se são culpados o pai e a sua mulher, nunca terá fim o sofrimento e a cobrança.
Acho até que existe uma grande possibilidade de uma fuga do casal, acobertados pelos pais.
ACHO QUE TEM QUE SER REPETIDO E MUITO, ASSIM TALVEZ A JUSTIÇA SEJA FEITA E NÃO VIRE PIZZA, COMO TUDO NO BRASIL VIRA PIZZA,POR-
QUE?
SE FOSSE COM SUA FILHA, NETA,VC GOSTARIA?
PORQUE Ñ FALAM DA REPETIÇÃO DO LULA QUERER O 3º MANDATO,DEU PRA ENCHER,VCS
Ñ ACHAM,PAI,MADRASTA ASSASSINOS,NUNCA
MAIS VÃO TER SOSSEGO GOSTARIA DE VER SE
FOSSE COM O FILHO OU NETO DE ROBERTO
ALBERGARIA, COMO ELE IRIA FICAR,FALAR DOS FILHOS DOS OUTROS É FACIL,NA TUA BUNDA SERIA DIFERENTE, NÉ…
Uma das coisas que mais me impressionaram nesse caso é a frieza demonstrada pelo pai de Izabella, até agora não observei nenhuma lágrima, nenhum desespero, nenhum arrependimento, nenhum nada do rosto desse pai, é impressionante.
Bom dia,
Todos, em seus pontos de vista, têm razão.
O meu mote para estar aqui é que um crime desta natureza choca a todos, e as pessoas querem que cheguem ao(s) responsável (eis) porque esperam que o(s) culpado(s) seja(m) devidamente punido(s).
Acredito que este tom novelesco tem um lado positivo, que é manter o caso vivo, pois a tendência, não entendo bem porque, é que quando ocorre crimes desta natureza, são noticiados, o caso propagado, mas esquecido antes de ser solucionado e nunca mais falado.
Alguém aqui se lembra do casal holandês, da Shell, brutalmente asssassinados, com o filhinho deles aos pés dos pais mortos, achando que eles estavam dormindo, mortos, se não me engano, a machadadas? Levantram a hipótese sobre um caseiro(?), já não lembro bem, e ficou tudo por isto mesmo…
Eu leio e acompanho as notícias sobre Isabella na esperança de ver resolvido este assassinato e sendo assim, penso fazer sentido que a mídia o faça vivo, porque, sabemos também que a mídia ‘obedece’ a mandos mais altos, e quando querem, simplismente ‘abafam o caso’ e ponto final, o caso está morto, assim como suas vítmas.
Quanto a situação de Porto Alegre, o caso é mais simples, acredito, não porque a menina fosse pobre e mulata, mas porque se conhece o assassino e portanto é mandar prender e não criar uma novela desnecessária!
A postura da madrasta é repugnante, distante e vazia. O avô materno demonstrou alguma emoção nos primeiros dias, só, agora não fala mais nada. O avô paterno depois de 15 dias mostrou alguma emoção ontem, antes parecia que não era com ele. Enquanto isso a mãe de Izabella sofre, um sofrimento calado, intímo, lá dentro do coração, dá para sentir isso.
Realmente o caso virou uma novela. E pelos depoimentos aqui postado podemos verificar que continuará até porque cada pessoa tem uma visão, uma opinião. No meu caso eu não consigo ver nenhuma emoção na mãe da Isabela, o que vejo é uma mulher deslumbrada com a repercussão do fato. Da autografos, tira fotos. Na missa mais parecia uma super star. Quanto ao pai, quem diz que ele não chora? Só que não precisa dar espetáculos. Cada pessoa age de uma forma diferenciada. A madastra, já foi dito pelas outras presas que a mesma chorava muito. Aqui no RS tb a um tempo atrás um pedreiro matou uma meninaporque havia se desentendido com o pai da menina. Foi preso e afirmou que fez por vingança. Se não em engano o fato ocorreu na Morada do Vale. Por isso tem que se investigar todoos indicios.
Eu tenho quase certeza que isso vai acabar em pizzzzzzza.
É lamentável. Chamo atenção para o aspecto provocativo dessa nossa indignação diante de casos resultantes da exacerbação das atitudes humanas, que fogem ao controle social e à falta de prevenção da justiça social, pela mesmice e banalização do sofrimento humano e que nos leva a refletir sobre a relação cultura, poder e etnicidade, problemática contemporanea, pricipalmente no tocante às condições de vida, sobrevivência de diversos grupos da população brasileira desprestigiados socialmente, assim como de negros e indígenas brasileiros e cujas representações do que sejam as crianças nessas populações, ainda tão presentes nas ideologias das sociedades revelam a história da negação social e refutamento indígena e a diáspora africana. Se o ser humano tanto quanto a natureza é provocado a manifestar determinadas respostas às solicitações impostas, o debate a respeito do território, educação, trabalho, preservação do patrimônio material e imaterial, da cultura e saúde dessas populações possivelmente apontaria o olhar para lugares onde os olhos não estão acostumados: dos valores, da ética e da estética para uma outra humanidade. A mídia se interessaria em apresentar novelas cujos enredos se orientassem na discussão de valores para o desenvolvimento humano?
Antropólogos e intectuais(pseudos), normalmente gostam de aparecer e tirar uma casquinha na mídia, como ele mesmo disse e parece ser o caso dele. As pessoas ficaram realmente chocadas com o fato, apenas por se tratar de uma criança, independente da classe social, como diz o antropólogo. Chocou pela crueldade, pelo modo frio como a menina foi assassinada, pela banalidade do crime, afinal, que mal tão grave pode ter cometido uma criança de 5 anos para ser assassinada pelo próprio pai daquela forma?
E não me venham com o discurso de que ainda não foi provado. Todas as versões contadas pelos dois são mentirosas. Vejam bem: literalmente TODAS. Absolutamente nada do que disseram é verdade e bate sequer com uma das testemunhas. A morte dessa criança neste momento, choca por confirmar o que todos não queremos ver, a desintegração cada vez maior da família Brasileira. Casos de maus tratos e assassinatos de crianças pelos próprios pais são cada vez mais comuns e acabam caindo no esquecimento exatamente por não terem mais cobertura da mídia, e eu não os culpo, afinal, são tantas coisas ruins para noticiar, começando pelo governo federal, mas não vou me estender neste assunto, pois teria que ficar aqui uma semana, que não dá tempo de colocar tudo no ar. Quando a degradação começa de cima afeta toda uma sociedade. Quando a violência, em todas as suas formas, passa a ser vista pela sociedade como um mal inevitável, é sinal que o fundo do poço está muito próximo. E viva e imprensa, pois sem ela, mesmo com seus excessos, o fundo do poço já teria chegado desde 2002, se é que me entendem…
as pericias devem ser efectuadas e totalmente em uma só vez
A Mídia, sim faz seu papel, não importa as intenções, fazem o estardalhaço merecido, porque não se pode banalizar os estupros, as torturas e mortes monstruosas às crianças, elas são as criaturas mais importantes, são o futuro, enquanto houver crianças,há esperança, é uma pena constatar que crianças negras são menos importantes que as brancas, isso é grave, não se pode fazer distinção, as atenções devem estar voltadas para todas. Os pedófilos, os estupradores, os traficantes, esses, percebem a importância delas e estão sempre de olha nelas. Pais, professores e responsáveis pela infância brasileira se voltem mais à elas, se unem pela melhoria da educação, da segurança das crianças brasileiras, sejam elas de qualquer raça. Tudo na vida tem seu tempo, é tempo de proteger os filhos, de amá-los, de impor limites, de cuidar bem da sua prole.
Não concordo com o Antropólogo, acho que está sendo radicali e racista, pois pouco importa se ela é branca, preta amarela ou roxa, a forma brutal como essa menina morreu deve ser punida e a imprensa tem que fazer com que o povo brasileiro acorde para a realidade e pare de pensar em besteiras, é verdade que os títulos das notícias precisam realmente causar impacto para que as pessoas leiam, mas não acho que ela está sendo mentirosa, ela está buscando a verdade para que o povo brasileiro comece a cobrar por leis mais rigorosas para esses crimes bárbaros, como ocorreu com o menino Yves Otta, CHEGA DE IMPUNIDADE!!!
Concordo que a cobertura da mídia esteja exagerada, e concordo com o antropólogo sobre o classismo, racismo, infantilismo, comunicacionismo, etc., etc., etc. Também acho que, pelo fato de estarmos cansados de viver num país em que as leis - TODAS ELAS - protegem exageradamente os criminosos, sabemos inconscientemente que este caso pode terminar como tantos outros em pizza!
Então já nos acostumamos a “fazer justiça com as próprias mãos”, ou seja, tornar a vida dos suspeitos ou criminosos declarados insuportável. É exatamente o que estamos fazendo com o pai, a madrasta, “et caterva” desta família estranhíssima que é a família Nardoni: ainda que o casalzinho feliz se safe, fuja, ou seja inocentado, a vida deles está acabada. Não vão conseguir nunca mais sair à rua sem ouvir um grito de “assassinos!”.
Conheço gente que já mandou a história de Isabella para um site americano chamado “Crime Library” (Biblioteca do Crime) com fotos e reportagens a respeito, para torná-los assassinos conhecidos internacionalmente.
Pode parecer vingança, mas é a forma que o provo tem de fazer justiça quando sabe que em seu país a justiça não funciona.
A imprensa sempre que tem um caso como este faz o sensacionalismo barato e n’ao aprende. Tomemos como base o escandalo da escola de base onde fizeram um espetaculo condenando os proprietarios, motoristas e outros como culpados. Posteriormente o inquerito aurou que eram todos inocentes. Destruiram a todos, moralmente e finaceiramente e ninguem foi punido e a justiça determinou uma indenização irrisoria a todos da midia.
De td q li aki só tenho uma certeza e ñ é de q foi o pai e a madrasta , mais q tds julgam sem saber o que realmente aconteceu. Por outro lado vejo na midia a policia dizer q tem 90% do caso resolvido,mais peço aos senhores q tentem se recordar do caso PC Farias em q a pericia dizia q havia sido a amante e tbm do caso Maniaco do Parque em q policia prendeu soltou e prendeu novamente .
Vamos deixar o trabalho para a policia e os peritos e o julgamento para a Justiça.
A mais mortes a serem investigadas sejam de crianças ou adultos so ñ dão o ibope q a midia quer.
Finalmente um comentário sensato sobre o caso. É uma novela trágica, onde os principais enredos na verdade são pontos de audiência - a trama de sentimentos e a tragédia da perda de uma criança de forma violenta foram soterrados por um mistério que envolve toda a população brasileira, o que acaba sendo um ótimo remédio paliativo para a situação de caos em várias áreas do país, e uma delícia para autoridades cariocas que vêem a dengue e a morte de muitas Isabellas em seu Estado serem soterradas ao ostracismo.
A sociedade adoeceu de tal maneira ao negar que a atual situação da Dengue é extrema e que muitas vidas poderão ser salvas ainda. Onde está a intensa mobilização popular?
Muitas pessoas negam a grave situação que vivemos e tratam esta morbida doença como banal então vidas e vidas ainda se perderão. Vidas que poderão e devem ser poupadas e não podemos esquecer que a vida da menina Nardoni não poderá mais ser revivida.
EMPENHADOS EM TRANSFORMAR O CASO EM NOVELA EM FORMA DE NOTICIÁRIO, A PERÍCIA ESQUECEU-SE DE COISAS SIMPLES COMO IMPRESSÕES DIGITAIS, E PORQUE, COMO E O QUE FAZIA A MÃE DA MENINA NA CENA DO CRIME.
OUTRO PONTO A SER OBSERVADO, É QUE QUALQUER MÃE QUE PERDE UM FILHO DE MODO TRÁGICO E QUE ENVOLVAM PESSOAS, ENTRA EM PÃNICO, ACUSA O PRIMEIRO SUSPEITO, PERDE O SENTIDO, E NÃO COMEMORA ANIVERSÁRIO DE FORMA TÃO CALMA.
Acho a colocação do Antropólogo Roberto Albergaria exagerada. O caso da menina Isabella, está tendo uma cobertura sensata da Mídia e a população se manifesta, como querendo dar um basta na impunidade, que grassa pelo País, num sistema Judiciário jurássico, que está na contramão dos anseios populares. O Povo não sente , por parte do Governo e Instituições, uma retribuição digna da sua contribuição, através dos exorbitantes impostos que paga. Citou-se a Dengue, que está aí graças ao clamoroso descaso com a Política de saúde pública. Estão morrendo pessoas acometidas da doença. O caso Isabella, está sendo um símbolo de tudo isto, das falcatruas, da violência, da impunidade, da miséria. Não concordo com a conotação racista acho-a inadequada e fora de contexto. O Caso Isabella requer eficiência, da Polícia técnica, na elaboração do Inquérito Polícial e capacidade da promotoria em dar uma satisfação ao clamor popular. Certamente que não seria aceitável e normal , a apatia , o descaso e a acomodação diante de uma monstruosidade como a que nos deparamos. Parabéns à Mídia, não estão copiando modelos Europeus , mas sim dignificando a informação correta que é a sua razão de existir, junto ao consumidor final, ou seja, o leitor. Não podemos perder o direito de nos indignar, sob pena de nos transformarmos em robôs ou mortos vivos.
concordo com o antropologo,mas,porem existe a chance de se midia calar-se os culpados sairem ainda de bonzinhos,de coitados,pois quem tem pais que nem o alexandre e amadrasta que juram a inocencia de ambos,podem se considerarem livres para qualquer atrocidade,estes dois com certesa mataram a pobre menina,trucidaram a mesma por motivos egoisticos e idiondos.
Concordo com a Biette(42) , esqueceram de fatos relevantes …. Concordo muito com a posição do antropologo. E de uma certa forma discordo com a Mara (26). E claro que se acontecesse conosco, iriamos querer um justiça empenhada em resolver o mais rapido possivel o caso. Achar o culpado. Mais ninguem gosta de tanta exposição. O excesso de exposição, de especulação pode atrapalhar uma investigação. Este caso pode simbolizar e deveria, as milhoes de crianças que são maltratadas, violadas, assassinadas de maneiras ateh mais brutais, e ficam no total anonimato. Mais o que incomoda eh o celebridade dado ao caso, assim como da Madeleine. Como se fossem os unicos caso da face da terra. E espero siNceramente que isso não vire mais um COLD CASE. E caso não vire e ache o culpado,que este não consiga a liberdade tão facil assim .
concordo com o antropologo,mas,porem existe a chance de se midia calar-se os culpados sairem ainda de bonzinhos,de coitados,pois quem tem pais que nem o alexandre e amadrasta que juram a inocencia de ambos,podem se considerarem livres para qualquer atrocidade,estes dois com certesa mataram a pobre menina,trucidaram a mesma por motivos egoisticos e ediondos.
O exagero da cobertura pede uma reação dos ouvintes e telespectadores. Como reação individual, hoje, quando a cobertura do caso começa, mudo de canal ou de emissora.
Concordo com tudo o que o antropólogo falou, acho q ele está certíssimo!!!
Só tem um pequeno detalhe na entrevista dele, q não influencia em nada, mas acho q é importante as pessoas saberem… qdo ele afirma q o caso “é um infanticídio”, na verdade não é. Infanticídio não é homicídio de criança! É a mãe matar o próprio filho recém-nascido, durante o parto ou logo após, sob a influência do estado puerperal (Código Penal Brasileiro, art. 123).
é assim há anos e sempre vai ser isso se não piorar quantos casos nos ultimos anos não vimos?
Por isso eu parei de assistir aos jornais… A minha amiga de trabalho Leticia ficou sem dormir direito nos primeiros dias de cobertura do caso. Eu a aconselhei a parar de ler sobre isso.
É um absurdo!
Concordo. E que a novela chegue logo ao fim.
Infelismente é um horror como vem sendo exposto este caso ,novela é pouco!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Puxa alguém que acha, que já ficando insuportável ligar a TV, abrir um jornal e só falam desta bendita menina. Esqueceram de quantas milhares de meninas(o) negros, pobres, morreram depois dela. A própria mídia está induzindo a população, com seus vídeos e reportagens repetitivas, a acreditar quem são os culpados. Juro, adoraria, que nunca fossem achados os culpados, como no caso da Madeleine. Mas, infelizmente, vamos ter que aguentar isso até quando começe o horário político.
Acho lastimável o que aconteceu com essa inocente ,porém concordo com Dr. Roberto, a mídia incluisive se apegou a esse caso para esquecermos um pouco do cartão coorporativo,e é sempre assim,qdo tem algum escandalo no governo aparece alguma coisa pra desviar o foco da atenção.
Mas uma coisa tem me chamado atenção cade a mãe da Isabella? , ninguem ouve falar nada dela.Eu pelo menos não vi em nenhuma entrevista nem a mãe e nem os parentes do lado da mãe como os avôs, tios,amigos ………….será que não fazem parte da estetica que o Dr.Roberto citou?Será que são pessoas comuns demais e não valem a pena aparecerem?
Sei que tudo isso é muito angustiante.
Não concordo!!! Acho que não se trata de menina rica, branca, bonitinha. Se trata de um crime que tudo indica cometido pelo pai ou com sua participação. Uma criança indefesa que era vítima de uma divisão famíliar onde convivia com duas famílias, valores diferentes, pensamentos diferentes, comportamento diferentes. Para a sociedade não se trata de um crime, afinal qtas meninas desta idade são assassinadas neste nosso país. Tratá-se de um assassinato por pessoas que tem a posição de educador, de dar proteção, amor.
Acho que o caso tem sim que dar toda esta repercusão, para exista maior possibilidade de condenarem os culpados. Muitas crianças como a Isabella vivem nas mesmas situações, com pais separados, com madrastas e padrastos em um campo de guerra por pensão, brigas por despesas, ciúmes, e outras …
Cabe não só a justiça condenar, mas todos nós brasileiros refletirmos em que condições nossos filhos estão vivendo, se estão sendo ameaçados por pessoas que convivem, mas não são do mesmo sangue, ou até mesmo pais em que as mães não tiveram opoprtunidade de connhecê-los direito, será que nossas crianças não estão correndo risco de vida, estão realmente protegidas, ou com pessoas que embora sejam pais ou maes, tenham amor por eles!!!!
Reflitam!!!
Claro está neste caso da Isabella, como o proprio comentarista cita, as outras meninas vítimas da Dengue, da pobreza etc., existe este lado sensacionalista. É ou não é?.
Mas o que causa espanto, são os comentários, a respeito de reações e acomodações com relação a um crime, contra uma crinça de 5 anos, indefesa, completamente contornável qualquer atitude menos educada ou pouco convencional da criança. Os pais poderiam sob qualquer hipótese contornar qualquer problema de indisciplina. O QUE CAUSA ESPÉCIE, É A TRANQUILIDADE DAQUELES QUE FAZEM A OPINIÃO PÚBLICA, MOSTRAREM-SE CONFORMADOS COM CRIMINOSOS DESTE PORTE. Lembram-se de Daniela Perez, os assassinos estão, aí soltos depois de 6 anos. ISTO NÃO É NORMAL. Crime tem que ser punido, pois caso contrário enfrquece a sociedade. Não interessa a bom comportamento depois, não interessa se é pai ou mãe de outras crianças. A PUNIÇÃO é o “quantum satis” para o delito.
É impressionante o sensacionalismo que a mídia faz com a dor e o sofrimento. Porém, é lamentável as leis brasileiras, são bonitas e solenes, mas, não são cumpridas. Dá um gande descrédito e indignação. Um manda prender, outro manda soltar.
Até quando estas leis vão alimentar a impunidade? Na constituição brasileira a lei é “Igual para todos”, pena que isto é só no papel.
Até quando vamos aguentar tantas mentiras ou seja sonegação da verdade.
Acorda povo!!!!!!!!!!!
um caso como esse deve ser publicado, discutido, procurado, investigado… o clamor público somente mostra que ainda há sensibilidade no ser humano, que as pessoas ainda se comovem diante de atrocidades como essa. Se diferente fosse, seria capaz do caso ser esquecido e o fato de uma menina de 5 anos ser arremessada pela janela, como não se faz nem com lixo, ser esquecido e acabado em pizza.
a crueldade vai endurecendo a alma das pessoas e elas tendem a ficar cada vez mais resistente ás crueldades, e a impunidade toma seu lugar ao sol.
o fato é cruel, independente da cor, raça, etc. deve ser exposto, deve haver cobrança pública para a solução do caso.
o povo quer resposta. não quer impunidade. ao meu ver, a irresignação pública e o interesse pelo caso, não estão ligados ao fato de a menina ser branca ou de classe média, mas sim,ao fato dessa família refletir grande parte da população brasileira e, por isso, muita gente, se imagina em uma situação dessas e não quer simplesmente o esquecimento.
Nossa….concerteza esse caso a mídia esta enfatizando demais….
já cansei de escutar inúmeras vezes a mesma história desde o começo no mesmo noíciário, eles são como vampiros, quanto mais macabra é a história mais eles se deleitam e sugam até que não sobre mais nenhuma gota de descencia, inocência, etc…
Simplismente ridículo isso que a televisão faz!!!!
Vejam: a rede globo a semana passada, durante o Jornal Hoje divulgou o nome e FOTO das vitimas infantis fatais da dengue no Rio. O pretesto foi algo como: ” em respeito as vitimas, daremos nomes e cara a tragedia”. No mesmo dia, no Casseta e Planeta aparece um mosquito da dengue caricaturizado, todo colorido, com trejeitos gay, picando mulheres ”popozudas”… Pode? E o respeito as vitimas?
A mídia não tem feito nada mais do que publicar os fatos sobre o assassinato de uma menina inocente por seu próprio pai monstro e psicopata e uma madrasta bem pior que a da estória da Cinderela. O Brasil todo, e isso inclui até jornalistas e repórteres, todos estamos chocados com a crueldade desse monstro que infelizmente foi pai. Se o antropólogo está achando a cobertura exagerada, é porque não se coloca no lugar das outras pessoas. Se fosse com a filha dele, se é que tem filhos, talvez ele achasse que a cobertura é pouca. Eu pelo menos, que não tenho filhos mas me coloco no lugar de todas as mães e pais do Brasil e do mundo, procuro ávida e diáriamente notícias a respeito do caso, porque não vejo a hora desse monstro estar atrás das grades. Queria poder lhe dar uma surra até ele perder as forças para ele ver como foi gostoso para a criança morrer cruelmente pelas mãos do próprio pai.
Acho a imprensa um pouco elitista, porque se fosse uma criança pobre, que tivesse caido do seu casebre(barraco) não treria um minuto de pauta dessa carente e pobre imprensa brasileira.
se o caso da menina Isabella não for solucionado,sinceramente,eu que não acredito muito na justiça,serei obrigado a acreditar bem menos.
Concordo plenamente. O que a própria perícia não imaginava era a proporção que esse caso ia tomar, ou melhor, a importância que a mídia ia dar.
Tantas provas, ou melhor, “suposiçõs” para onde apontam? Será que a perícia precisa de perícia?
Eu sinceramente acredito que a mídia está se utilizando deste caso para ganhar audiência.Não sabem mais o que colocar na TV e expõe um caso de insanidade desse 24hs por dia.Se há necessidade de expôr um caso como este, sim, mas de modo moderado e colocando informes,”flashes” como se fala, não focar total atenção num caso onde somente a polícia, o Ministério Público,etc devem trabalhar; e nós que somos ,devemos esperar e cobrar sim se caso tudo for em vão,mas com a devida imparcialidade e equilíbrio que qualquer caso sério requer até mesmo para que se ache os verdadeiros culpados.Novamente, espero sinceramente que quando acontecer casos semelhantes ( sim, porque o ser humano tem uma “quê” de insanidade”
COM PESSOAS DE QUALQUER CLASSE SOCIAL,COR,RELIGIÃO,seja dado tratamento igual ao que estão dando ao caso Isabella, PARA QUE TUDO NÃO ACABE EM “PIZZA” COMO GERALMENTE ACABA NESSE PAÍS, PRINCIPALMENTE QUANDO OS ATINGIDOS SÃO PESSOAS POBRES.
Concordo em termos. a morte virou uma banalidade.Temos sensacionalismo sim e daí? o fato ocorreu e nao foi uma invesão da midia, ele existe. Quem fez e por q fez? Tanto a sociedade e a familia materna tem o direito de saber.Com certeza aposto na culpa do pai e da madrasta.Existe sim o lado social da criança pobre, branca e rica. Concordo com o antropologo nesse sentido.mas se todos os casos forem publicados os noticiarios só seria isso.Todos sitam casos de cartoes cooperativos, dengue, inchetes,seca.Podem ver esses casos são destinados aos Poder Publicos q infelizmente acabam em pizza. A morte não é um caso para os politicos e sim a sociedade nao deixar cair no esquecimento(pizza) igual o Poder Publico faz com o nosso interesse.Concondo tbm q Dengue,inchentes e outros casos cabem a nós evitarmos, com prevensões e atitudes simples pelo nosso bem estar,como a higiene.
Realmente, concordo com o Dr. Roberto, o caso virou “novela” e todos se comovem com o caso, entretanto concordo também com o fato de a mãe não aparecer nesta novela. Acabo pensando porque não são ouvidos a mãe e o namorado? Mesmo que não queiramos nos envolver, uma vez ou outra somos pegos pensando em algo te tanto a TV nos bombardear com o caso. Entretanto, não devemos deixar de pensar que, certamente, em outras esferas sérios problemas estão acontecendo, sendo colocados em discussão e aprovados, depois colocados “goela abaixo” da população, isto claro relativo à politica de nosso país. Muitas coisas ficam encobertas por um caso de polícia como este, o qual daqui a pouco já terá uma mês de repercussão. E quem está tratando da fome, da miséria, do fim do 13º salário, da dengue e de tantos outros problemas sérios de nosso país. Alguém lucra com tanta ênfase. E o povo brasileiro cada vez mais na miséria, na falta de emprego,etc….
Concordo que a mídia está muito exagerada, temos casos muito mais graves e que quase sempre não são comentados. Acredito tb que a polícia só esta levando o caso tão a sério devido a repecursão, caso contrário teriam feito as perícias no mesmo dia, não teriam tantas idas e vindas ao local do crime. Não acredito que 90 % do caso já está solucionado, no meu ver, a polícia tem opiniões tão diversas como as nossas. Estão todos querendo 5 minutinhos de fama, a começar pelo Promotor, que de início divulgou fatos do caso, sendo que o mesmo corria em segredo de justiça. Agora alega que tem fatos predominantes para solucionar o caso, quando na verdade e apenas uma família que mora em um prédio vizinho, e que ouviu um briga de casal. Estão todos perdidos, enquanto isso a mídia massacra uma família, que na verdade não sabemos se são vítimas ou criminosos. E se realmente houve uma terceira pessoa? E se isso for comprovado? Como esta família irá sobreviver diante da sociedade, temos que lembrar que ainda há 2 crianças. Acho que não há nada pior do que viver marcado pelo resto da vida.
Novela ou não, a pergunta que faço é a seguinte: Quando o criminoso for descoberto, seja ele quem for, qual será a punição? Não sou advogado, mas se não me falha a memória, a pena máxima para casos como esse é de algo em torno de 30 anos. Tendo o criminoso, um bom comportamento, pode sair da cadeia entre 5 e 7 anos mais ou menos. Em muitos países do mundo um caso como esse levaria, ou a pena de prisão perpétua ou a morte.
A pessoa que cometeu esse crime, vai estar na rua novamente, muito em breve. Na minha opinião, esse é um caso para pena de morte. E, concordo e não concordo com o antropólogo. Porém, se este caso servir para chamar a atenção das autoridades para a enorme quantidade de casos como esse, isso já serve para alguma coisa, pois, todo mundo concorda que de alguns anos pra cá esse tipo de crime tem virado notícia comum nas manchetes. E cá entre nós, seja pobre, rico, branco, negro. Todos os dias tem notícia assim. Que se faça justiça e que o criminoso pague duramente.
Tenho um filho de 4 anos e não consigo imaginar, qual seria a minha reação caso acontecesse algo com ele. Mas tenho certeza que não iria agir com tanta calma e doçura, como tenho visto a mãe da Isabella. Meu marido comentou: “Nossa, que mãe calma, pra que acabou de perder a filha. Ela está até sorrindo.”, logo em seguida a vejo dizendo que faria de tudo para ter um aniversário maravilhoso. Ou ela surtou com a perda da filha ou ainda não se deu conta do fato. Não vejo outra explicação.
acho um absurdo, o que essa Rosa Maria(53) escreveu…
ela diz isso pq ñ é filha dela…
esse assassino ou assassinos tem que ser descoberto sim, e tem que pagar pelo que fez…
e tudo tem que ser mostrado pela midia sim, pois se ñ for divulgado, vai cair no esquecimento… e a justiça tem que ser feita, ñ pelo fato dela”Isabella Nardoni” ser branca, classe media, bonita… blablabla… e sim pelo fato que houve um assassinato de uma pessoa indefesa… isso é uma barbaridade.. sabemos que se descobrir o quem fez essa crueldade, ñ vai trazer a menina de volta… mais pelo menos a justiça vai ser feita…
e é isso JUSTIÇA PARA ISABELLA NARDONI, E TODAS OUTRAS PESSOAS INJUSTIÇADAS E QUE INFELISMENTE A MIDIA Ñ CAIU EM CIMA… e para todos que estão passando por momentos como esse, ou parecidos.. eu peço que a Justiça seja feita para todos…
beijos…
Luana
[...] A reportagem pode ser conferida através deste link: “Caso Isabella virou rotina doentia” [...]
acho tudo muito triste…..perderam-se os valores , imaginem o quao triste foi para essa menina saber e ver que ate entao aquelas pessoas que ela amava e confiava simplesmente a estavam espancando, asfixiando e por fim como se fosse um lixo atirada pela janela. nao sinto pela familia nem pelos autores desse crime…..mas pela pequena isabella que nao pode aprender a ler como tanto sonhava…. se foi levando seu lindo sorriso consigo.
ja chorei muito …..agora espero somente justica
luto
claudia
Após ver hoje o ponto que uma população desocupada (o Governo diz que o emprego aumentou, mas esse caso Isabella mostra que não) fez na porta de pessoas que estão sendo investigadas me faço uma pergunta: Por que essas pessoas não fazem tal protesto em Brasília , nas prefeituras, nas câmaras municipais, pq não ficam gritando, vaiando na porta das casas dos deputados, dos senadores, dos prefeitos, governadores, presidente , ministros etc. querem assassinos piores do que esses? Que usam o dinheiro público para cobrir despesas pessoais, que não respeitam o estatuto da criança e do adolescente, dos idosos, dos trabalhadores, que deixam uma epidemia de dengue abalar um Estado e causar mortes estúpidas, meu Deus…. acredito que esse caso Isabella será investigado e os culpados devem pagar, mas minha nossa onde está a manifestação por tantas mortes nesse Brasil de crianças, adultos, idosos por causa da violência , por fome, por epidemias de dengue, por falta de atendimento médico? O Brasil precisa de uma população mais ativa em manifestações pelo todo!!! Que protestos fizeram com os animais frios que mataram João Hélio no Rio de Janeiro? Que protestos fizeram para exigir o cumprimento de estatutos e dos direitos do homem? Não fizeram nada, pq o brasileiro gosta de novelas mexicanas e da globo, mas nada interessa a não ser desgraças de outros, mas não conseguem enxergar um palmo na sua frente e não vêem as desgraças que o Governo brasileiro causa em suas próprias vidas!!! Não me entendam mal, acho que o que fizeram com essa criança é pena de morte pra eles!!! Mas quantas crianças morrem por dia e a mídia não divulga? Morrem por violência, por falta de atendimento médico, por violência doméstica sim, tem vários casos, esse não é o primeiro. Por fome, por falta de medicamentos, por falta de transplantes, por falta de hospitais e médicos e não vejo essa manifestação contra isso. Meu luto é por todas as mortes causadas pela irresponsabilidade do nosso Governo e também pelas mortes de inocentes como Isabella. Mas minha frustação ainda é a falta de memória e falta de patriotismo do povo brasileiro!!!
Eu moro nos Estados Unidos da America do Norte,
venho acompanhando as noticias sobre o caso Izabella Noardoni. Confesso que estou muito chocada pela forma com que o pai e a madrasta mataram Izabella. Todos os dias eu choro so de pensar como Alexandre e Ana Carolina sao pessoas totalmente desequilibradas e por isso perigosas. Espero que elas sejam presas pelo menos por 50 anos de sentenca, porque assim nao causarao mais mal aos proprios filhos e a outras pessoas.
Carolyn
Gente sem rodeios isso tudo virou um verdadeiro circo, e sobre o eterna discursão riqueza x pobreza, por deus aqui onde morro à algum anos atrás um pai matou o filho na caixa d’agua, e o que a polícia tinha era só suspeitas, porém não ouve o mesmo cuidado em prender o pai.
A sensação é que entre os pobres, pai matar filho, filho matar pai e banal, agora entre os ricos e a classe media …………………………………………..
Fora a tristeza diante dessa história triste, mais triste ainda é ver e ouvir as marteladas diárias dos meios de comunicação pegando pesado neste caso.
Todos os dias é a mesma coisa reafirmando até hora minuto e segundo em que foi acudida a menina, que foram visto os pais, etc…
é d+!!!!
Uma coisa é certa, quem faz a mídia somos nós povo brasileiro, se o ibope já tivesse diminuído, certamente a exploração da midia seria menor.
Esses dias mesmo comentei com amigos sobre o tempo utilizado pelos telejornais ao caso. Eles estão tirando o tempo de outras matérias. Notícias tem aos milhares, umas têm mais ibope que outras, quando uma se destaca muito essa oculta as outras, inclusive fraudes, corrupção, dengue no rio de janeiro, a crise imobiliária, guerras, até as notícias das olimpíadas.
Foi assim com a morte do menino arrastado pelo sinto do carro, o caso da menina filha do casal estrangeiro, e o PC Farias!!! IIII rapaz!!! Vocês se lembram?!?!?!?!?! Hummmmmmmmm
Aquilo sim foi uma novela!!!!!!!
Ta loco!!! A massa é escrava dos sentimentos!
[...] PS: Quem quiser ler a entrevista do antropólogo que falou do papel da mídia nesse e em outros casos, clique aqui [...]
olha eu nao concordo nem um pouco com esse sem coraçao que criou essa lezera de que o caso da isabela ja virou novela vc e um mosntro seu roberto ela foi morta de maneira horrivel e vc ainda quer tirar aproveito disso querendo fazer sucesso fala serio.
Senhoras e senhores!!!O teatro vai começar!!! Atenção;nome da peça:ACREDITE SE QUISER. Nome do autor;NARDONI PAI. Nome do ator:GEORGE SANGUINETTI. Luzes,câmera,ação…..Só esperamos que o ATOR interprete muito bem o texto para fazer JUS AO SEU CACHÊ que aliás não foi revelado o valor.
Oi Luana(71) realmente a Rosa Maria (53) não deve ser mãe. Aliás ela nem deve ter um animal de estimação!Vou dizer mais: ELA NÂO SABE O QUE É AMOR. Sabe Luana , eu penso como você. As leis brasileiras SÓ FAVORECEM BANDIDOS. Se a mídia e o povo não gritarem juntos numa só voz,esse será mais um caso que cairá no esquecimento.É uma vergonha!O povo não deve deixar que esse seja mais um CASO DA RUA CUBA!!!!!!!!