Depois de uma viagem longa São Paulo/Amsterdã/Dublin, finalmente chegamos. o último e mais difícil passo para chegar a Dublin é passar pela imigração. O Agente de Imigração que fomos atendidos é um senhor com cara de poucos amigos. Não sei se por está trabalhando no primeiro dia do ano, mas como eles são acostumados a trabalhar em qualquer dia da semana, é porque ele é assim mesmo. Deve ser até seu papel, não ser simpático, mas criterioso.
A primeira pergunta foi: o que vieram fazer em Dublin? Dissemos que iríamos fazer um curso. Ele disse que ninguém vai fazer um curso com a família, dando a entender que estávamos enganando ele e iríamos morar lá. Dissemos que tíamos como provar que iríamos mesmo fazer um curso, mas ele disse que quem decide se entraríamos ou não no país era ele e não a escola. Fiquei com raiva, mas tive que controlar. Foi então que ele perguntou a quantia que levávamos e quando respondemos a quantia, então ele começou a mudar de conversa.
O Agente tirou foto de todos, para registrar e disse que liberaria, sendo que seria a última vez que entraria nós entraríamos no país para estudar levando a família. Repetiu “ninguém vem estudar trazendo a família”. Perguntou diversas vezes até quando ficaríamos no país e dissemos que seria até o dia 5 de fevereiro. Então ele repretiu várias vezes também que se passássemos desse dia, nunca mais entraríamos no país. Isso é de praxe para todos os países.
O mais constrangedor de tudo isso é que a fila toda fica olhando para você. Infelizmente isso faz parte da imigração para todos os países. Os EUA são bem piores e com certeza não entraria.
Ao passarmos pela imigração fomos pegar as malas e elas eram as únicas na esteira, pois todos os passageiros do nosso voo já tinham passado pela imigração e ficamos por último.
Depois de passado o susto, a pessoa que nos esperava, Gabriel, foi explicando que eles estão liberando mais brasileiros porque o Brasil está bem visto no exterior e tem fama de gastar muito dinheiro no país que visita, diferentemente de outros estudantes e turistas que gastam quase nada. Gabriel deu um exemplo de que os visitantes das Ilhas Maurícius só podem entrar com um depósito antecipado de 8.000,00 Euros. Isso mesmo. Absurdo e xenófobo, mas são as regras deles para evitar imigração ilegal. O Brasil deve ter as suas para alguns países. Não sei se rígidas desta forma, mas deve ter.
Chegamos em Dublin, o que a primeira impressão foi de andar num carro em que o motorista fica do lado direito do carro, assim como na Inglaterra. Sentei no banco do passageiro da frente e logo entranhei e as primeiras ruas também foi estranho estar do lado esquerdo e não dirigir.
Depois, a impressão da cidade é que é bem limpa e organizada. Chegamos num domingo, primeiro dia do ano, então tinha pouco movimento. Quando saímos do carro, aí vimos que estava frio mesmo. Saímos de uma temperatura em torno dos 31 ⁰C, para 4 ⁰C. O impacto foi grande, mas fomos todos bem preparados.
Chegamos ao apartamento alugado bem no centro da cidade, onde fica perto de tudo e podemos fazer muitas coisas caminhando. A primeira coisa foi procurar comida e dar comida a Clarice. O apartamento é todo mobiliado, tem cama, sofá, mesa, dois quartos, cozinha completa, com pratos, talheres, microondas, fogão, geladeira, torradeira, lavadora de pratos, enfim, não falta nada, inclusive lavadora e secadora de roupas. Só precisaremos da comida para a manutenção diária. Como estamos no meio de tudo, tem um supermercado em frente, uma conveniência em baixo, um Burguer King e uma McDonalds em 50 metros, então não seria problema para se virar num domingo, primeiro dia do ano, como podem ver nas fotos.

Amely dando comida para Clarice na sala do apartamento

Primeira janta em Dublin
Hoje é que começaremos a explorar mais a cidade, nos próximos posts vou inserir mais fotos.