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Ontem, dia 07 de maio de 2008 ficará marcada como o dia que o Senador José Agripino Maia (DEM-RN) demonstrou quem realmente é: o homem em busca da manutenção do poder, custe o que custar. A manobra de trazer a Dilma Roussef para bombardear o governo saiu pela culatra, e feio. Quando quis, do alto de sua soberba, acuar a ministra e não mostrar a sua carapuça, algo deu errado e a mesma caiu. E talvez não levante. Espero! Existem parlamentares muito mais inteligentes e modernos na oposição brasileira, que em vez de dedicar tempo exclusivo a atacar, faz algo também; que não comemora a derrota do governo, comemora uma ação política bem feita, seja de que lado for; não devem favores aos militares, mas pensam num programa para o país, por mais que concordemos ou não. São ações diferentes para um mesmo fim.

Como se diz por aqui no nordeste: a oposição está mais perdida que pitomba em boca de banguelo. Não sabe mais o que fazer ou não sabe fazer? O PT que também fazia o mesmo, vê agora o quanto é difícil estar do lado que está. Mas a oposição, que já esteve lá, não quer voltar, porque fazendo o que está fazendo, mesmo com bons exemplos em alguns estados e cidades, os que estão em Brasília só fazem abrir a boca para derrubar a própria oposição.

Nas próximas eleições presidenciais o povo vai escolher quem está fazendo do país um crescente constante como nunca se viu, mesmo em meio a uma crise assombrosa, ou pessoas que só choram e não saem do canto?

Penso que a atual oposição não sabe ser oposição. Claro! Nunca foram oposição. Sempre estiveram no poder máximo da nação, tanto em períodos turbulentos, violentos, como na recente democracia, que ainda é violenta.

Voltando à estupidez de ontem, vou elencar várias páginas sobre o episódio de ontem.

Folha de São Paulo

Terra Magazine

Blog da Lucia Hippolito

Vermelho.com.br

Estadão

Veja abaixo a pergunta do José e a resposta da Ministra.

Ahora me dejen tranquilo.
Ahora se acostumbren sin mí.

Yo voy a cerrar los ojos

Y sólo quiero cinco cosas,
cinco raices preferidas.

Una es el amor sin fin.

Lo segundo es ver el otoño.
No puedo ser sin que las hojas
vuelen y vuelvan a la tierra.

Lo tercero es el grave invierno,
la lluvia que amé, la caricia
del fuego en el frío silvestre.

En cuarto lugar el verano
redondo como una sandía.

La quinta cosa son tus ojos,
Matilde mía, bienamada,
no quiero dormir sin tus ojos,
no quiero ser sin que me mires:
yo cambio la primavera
por que tú me sigas mirando.

Amigos, eso es cuanto quiero.
Es casi nada y casi todo.

Ahora si quieren se vayan.

He vivido tanto que un día
tendrán que olvidarme por fuerza,
borrándome de la pizarra:
mi corazón fue interminable.

Pero porque pido silencio
no crean que voy a morirme:
me pasa todo lo contrario:
sucede que voy a vivirme.

Sucede que soy y que sigo.

No será, pues, sino que adentro
de mí crecerán cereales,
primero los granos que rompen
la tierra para ver la luz,
pero la madre tierra es oscura:
y dentro de mí soy oscuro:
soy como un pozo en cuyas aguas
la noche deja sus estrellas
y sigue sola por el campo.

Se trata de que tanto he vivido
que quiero vivir otro tanto.

Nunca me sentí tan sonoro,
nunca he tenido tantos besos.

Ahora, como siempre, es temprano.
Vuela la luz con sus abejas.

Déjenme solo con el día.
Pido permiso para nacer.

Nós temos a tendência de atribuir causas aos fenômenos que observamos e vivenciamos para satisfazer a necessidade de viver em estabilidade. Com a política não é diferente. Quando gostamos de tal político e ele ocupa um cargo eletivo qualquer, costumamos atribuir as causas de seu bom governo à sua capacidade de governar, de gerir o sistema público com competência e o mínimo de burocracia. Quando não gostamos do político e o mesmo se encontra eleito e gerindo o sistema público, atribuímos o seu sucesso às causas externas e não a sua competência e de sua equipe. Por exemplo, quando a economia do país vai bem, normalmente ouvimos de alguns economistas que é por que o cenário internacional está bom, que todo o mundo cresce, que aqui não poderia ser diferente. Assim é a nossa oposição governamental.

Discursos como esse podem ser verdadeiros, mas a oposição em nossa cidade, em nosso estado e em nosso país, expressa para a população de forma arbitrária que quem governa não merece governar. E não é se mostrando mais capaz, não é propondo algo concreto para a população, é atribuindo o sucesso da situação a fatores externos e o insucesso, a incapacidade do governo.

A oposição atualmente não propõe nada, apenas rebate as propostas do governo, isso acontece e deve acontecer sempre que haja uma contribuição a essa proposta, mas não ocorre em nossa cidade, em nosso estado e em nosso país. Vivem numa guerra de palavras e de poucas ações concretas. Comemoram mais a derrota do governo que a vitória de uma política pública adequada. Trocam farpas em um minuto para depois chuparem sorvete e sugarem a nossa paciência e jogam nossos impostos nos esgotos dos seus bolsos e de alguns escolhidos para fazerem o papel de sujar as ruas com os dejetos de seus bolsos.

Atribuir causas aos sucessos e insucessos é tarefa corriqueira, mas trabalhar efetivamente, fazer oposição verdadeira, poucos sabem e os que realmente sabem, não aparecem na televisão, não falam a palavra ética, não precisam; a sua carreira deve ser exemplo disso.

Desconfie daquele político que cospe a palavra ética nos microfones, são esses que tem o discurso pronto para nos envolver. Aquele que franze um pouco os olhos na hora de falar sério, é esse mesmo que usa a palavra ética, é esse que quer lhe convencer de que ele está com a verdade. Então desconfie muito dele. É esse que quer lhe confundir as idéias e se mostrar como um ético político, mas é tão falso como uma cédula de 15 Reais.

Joey Ramone faz cover da música de Louis Armstrong. Muito legal.

Música:

What a Wonderful World

Letra:

Composição: Louis Armstrong

I see trees of green, red roses too
I see them bloom for me and you
And I say to myself
What a wonderful world

I see skies of blue and clouds of white
Bright sunny days, dark sacred nights
And I think to myself
What a wonderful world

The colors of the rainbow are so pretty in the skies
Are also on the faces of people walking by
I see friends shaking hands saying
How do you do?
They´re really saying
I love you

I see babies cry, I watch them grow
They´ll learn much more than I´ll ever know
And I think to myself
What a wonderful world
Yes, I think to myself
What a wonderful world

And I say to myself
What a wonderful world

Vídeo:

O nosso estado está debaixo d’água. Muitas cidades sofrem com enchentes que, fazia tempo, não apareciam por lá. As políticas públicas nunca chegaram por lá. Se não chove sofre muito, se chove sofre muito também. As políticas que chegam não estão preparadas para os extremos: se passar muito tempo sem chover, as cidades entram logo em colapso pela falta de água e a indústria do carro-pipa fatura alto; se tiver chuva demais, afeta o abastecimento de água, mesmo tendo água até o pescoço. É demais!

Não existe uma política educacional consistente para utilizar a água (hoje em abundância) de forma racional, que seja reaproveitada em todas as maneiras possíveis. Não. Mas as cisternas estão cheias, dirão outros. Claro! São as únicas fontes de armazenamento de água que muitos dependem. Não sustentam uma estiagem mais duradoura.

A média de consumo de água do paraibano está bem abaixo da média estipulada pela ONU. Mesmo se todos os açudes do estado estiverem com suas capacidades máximas, não darão conta do mínimo necessário.

O que fazer então? Rezar por São José? Pedir a Deus chuva, mas não tanta que minha terra não agüenta ou pedir políticas realmente eficazes de estruturas mínimas para aproveitar a água que cai?

E as barragens, agüentam? Já há notícias de rompimento. Cada rompimento desse é um sorriso na cara de empreiteiro; cada rompimento desse, famílias são deslocadas de suas casas, enquanto empreiteiros e maus servidores públicos faturam na proporção da água que cai e estão em suas casas seguras, longe de um rompimento, longe de uma família que está na margem da morte.

Camará parece não ter servido de lição para nossos políticos, os de hoje e os de ontem. Nem serviu de lição a muitos eleitores que entram nos conchavos políticos em troca de comida, cargo, dinheiro, e a vida e esquecem o passado recente da política paraibana.

Enquanto estamos mergulhados nas águas de março, nossos políticos deveriam estar mergulhados de vergonha na cara e comparecer ao trabalho para realizar e propor idéias concretas para o estado, não encher uma sessão da assembléia e se embelezar para aparecer na televisão para dar diplomas a empresários ricos.

Se molhem de vergonha, pelo menos!!!!

Por Amely Martins*

O homem moderno se orgulha por tantas novidades, por viver no século XXI, pela contemporaneidade do pensamento científico e da revolução digital. Entretanto, ainda está preso a paradigmas arcaicos, dogmáticos e muitas vezes medíocres.

Quanta resistência ainda tem esse homem tão moderno em aceitar o novo, o diferente! Em aceitar e adaptar-se a novas realidades, novas possibilidades de encarar o mundo, de novos conhecimentos e, mais ainda, de aceitar o que não lhe é do dia-a-dia, como a pesquisa científica.

Um bom exemplo disto é a recente polêmica gerada em torno da pesquisa com células-tronco embrionárias. Mas o problema não está na polêmica, que muitas vezes tem papel crucial em fomentar as mudanças de paradigma da sociedade. O problema está nos homens que, muitas vezes, utilizam-se das polêmicas para incitar discussões dogmáticas infrutíferas e impor uma “ordem superior” ou “divina” que todos devem seguir sem questionamentos.

É preciso valorizar o progresso! Sem perder a ética, claro, mas sabendo que esta ética é algo muito maior que qualquer moralismo religioso.

É preciso acompanhar o progresso científico, filosófico e social sem dogmatismos, para não vivermos em uma pseudo-modernidade, adornada de alta tecnologia, porém incutida de valores hierárquico-moralistas engessados.

Também foi um absurdo pesquisar sobre o movimento dos astros e da Terra ao redor do sol, quando já era uma certeza dogmática que a Terra era o centro do universo… Também foi um absurdo herege pensar na evolução das espécies quando se tinha a impositiva certeza de que todas as espécies foram criadas tal qual existem na atualidade… Assim como está sendo considerada um absurdo a pesquisa com as células-tronco embrionárias, tantos outros eventos e descobertas científicas também foram, porém atualmente são imprescindíveis no mundo contemporâneo.

Prefiro ser favorável à vida, e a toda possibilidade de melhorá-la! Prefiro ser favorável ao progresso!

E você? “É você que ama o passado e que não vê que o novo sempre vem”?

Amely Martins é Bióloga, Analista Ambiental, educadora espírita e membro da ASSEPE (Associação de Estudos e Pesquisas Espíritas de João Pessoa - PB).

 

O Filme do brasileiro Fernando Meireles, Blindness, fará a abertura do Festival de Cannes desse ano. Assim, há uma atualização sobre os filmes em exibição e uma correção ao post anterior sobre o envento e a lista de filmes em competição.

Foi anunciada também a inclusão dos filmes “Entre Les Murs” e “Two Lovers” de Laurent Cantet e James Gray respectivamente, totalizando 22 filmes em competição.

Mais: Cinema em Cena e UOL Cinema

Mais uma matéria (crítica) do Terra Magazine sobre o caso Isabella Nardoni e a mídia. Depois de Ler essa matéria, veja o vídeo abaixo da música “Classe Média” de Max Gonzaga. Acompanhe, se quiser, a letra que está abaixo do vídeo. Essa música sintetiza bem a nossa sociedade. Não é preciso dizer mais nada, além de ouvi-la e acompanhar a letra. Por enquanto.

Por Carlos Drummond*
De Campinas (SP)

Aqueles que criticam a transformação, pela mídia, da cobertura da morte da menina Isabella Nardoni em um espetáculo, geralmente se lembram dos erros graves dos meios de comunicação nos casos da Escola Base e do Bar Bodega, entre outros, e concluem que a mídia não aprende. A verdade é outra: a mídia não quer aprender. Isso exigiria tornar cuidadosa, justa e não sensacionalista a cobertura, o que subverteria a lógica dos seus interesses comerciais.

Alega-se que não há como a mídia resistir à força do mercado, que seria neutro e abstrato, já que constituído por uma massa de consumidores capazes de ditar à mídia o que esta deve produzir. Não é bem isso. Em um universo de informação dominado, no Brasil e no mundo, por monopólios e oligopólios de mídia, a concorrência é muito restrita. O resultado é que as alternativas de informação disponíveis para o público são cada vez mais limitadas.

Na prática, o mercado é muito menos o resultado do poder do consumidor de informações do que do poder das empresas de mídia. Estas, assim como as dos demais setores econômicos, têm como objetivo central a busca do lucro. O aumento da penetração da mídia com a cobertura da tragédia, divulgado nas últimas semanas, trouxe ampliação de faturamento. Essa é a principal explicação para o rumo que a cobertura tomou.

Essa cobertura visa manter, pelo maior tempo possível, o máximo de carga emocional nos veículos de comunicação, porque isso significa manter o público cativo e prolongar a safra de maior faturamento. Essa estratégia é a explicação para o atropelamento da presunção da inocência das pessoas supostamente envolvidas na morte da menina e das normas básicas de checamento de informações, entre outras.

Diante da pressão avassaladora da mídia e de um público mantido incapaz de lhe fazer a crítica - já que depende desses próprios meios para criticá-los -, outras instituições se rendem. O desrespeito do segredo de justiça, o comprometimento de provas, a inércia do Estado em situações de flagrante ameaça a integridade de suspeitos e de não suspeitos compõem um quadro de violação de regras da sociedade democrática.

Tudo leva a crer que, enquanto o faturamento continuar elevado, a mídia prosseguirá produzindo julgamento prévio e sensacionalismo em vez de informar com base em critérios jornalísticos e com respeito à Justiça e à democracia. O espetáculo é a base de um êxito comercial que não se quer interromper.

Essa é a regra geral, confirmada pela exceção honrosa dos veículos críticos e dos profissionais sérios que não compactuam com as mazelas da cobertura que humilha o interesse público e serve de modo exclusivo e desmesurado ao interesse privado.

*Carlos Drummond é jornalista. Coordena o Curso de Jornalismo da Facamp.

Vídeo:

Letra:

Sou classe média
Papagaio de todo telejornal
Eu acredito
Na imparcialidade da revista semanal
Sou classe média
Compro roupa e gasolina no cartão
Odeio “coletivos”
E vou de carro que comprei a prestação
Só pago impostos
Estou sempre no limite do meu cheque especial
Eu viajo pouco, no máximo um pacote cvc tri-anual
Mais eu “to nem ai”
Se o traficante é quem manda na favela
Eu não “to nem aqui”
Se morre gente ou tem enchente em itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda
Mas fico indignado com estado quando sou incomodado
Pelo pedinte esfomeado que me estende a mão
O pára-brisa ensaboado
É camelo, biju com bala
E as peripécias do artista malabarista do farol
Mas se o assalto é em moema
O assassinato é no “jardins”
A filha do executivo é estuprada até o fim
Ai a mídia manifesta a sua opinião regressa
De implantar pena de morte, ou reduzir a idade penal
E eu que sou bem informado concordo e faço passeata
Enquanto aumenta a audiência e a tiragem do jornal
Porque eu não “to nem ai”
Se o traficante é quem manda na favela
Eu não “to nem aqui”
Se morre gente ou tem enchente em itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda
Toda tragédia só me importa quando bate em minha porta
Porque é mais fácil condenar quem já cumpre pena de vida

PS: Quem quiser ler a entrevista do antropólogo que falou do papel da mídia nesse e em outros casos, clique aqui

Foi divulgada a lista de filmes que estarão concorrendo à Palma de Ouro no Festival de Cannes em 2008. Em sua 61º edição, o festival tem como presidente do júri o ator e diretor Sean Penn. Compõem o júri a atriz Natalie Portman, Alfonso Cuarón e Rachid Bouchareb.

Nesta edição teremos o filme Linha de Passe, de Walter Salles, concorrendo à Palma de Ouro. A mostra Um Certo Olhar, que faz parte do festival tem a participação do filme A Festa da Menina Morta, de Matheus Nachtergaele. Já o curta O Som e o Resto, de André Lavaquial concorre na mostra Cinéfondation, que é dedicada a curtas de estudantes.

Assim acaba a especulação sobre a participação de Blindness, de Fernando Meireles. Mas não acaba a expectativa do lançamento do filme.

Veja a Lista dos concorrentes dessa edição:

24 City, China, Jia Zhangke
Adoration, Canadá, Atom Egoyan
Changeling, EUA, Clint Eastwood
Che (The Argentine, Guerrilla,) Espanha, Steven Soderbergh
Un Conte de noel, França, Arnaud Desplechin
Daydreams, Turquia, Nuri Bilge Ceylan
Delta, Alemanha/Hungria, Kornel Mundruczo
Il Divo, Paolo Sorrentino, Itália
Gomorra, Itália, Matteo Garrone
La Frontiere de l””””aube, França, Philippe Garrel
Leonera, Argentina/Coréia do Sul, Pablo Trapero
Linha de Passe, Brasil, Walter Salles, Daniela Thomas
La Mujer sin cabeza, Argentina, Lucrecia Martel
My Magic, Singapura, Eric Khoo
The Palermo Shooting, Alemanha, Wim Wenders
Serbis, Filipinas, Brillante Mendoza
The Silence of Lorna, Reino Unido/França, Jean-Pierre Dardenne, Luc Dardenne
Synecdoche, New York, EUA, Charlie Kaufman
Waltz With Bashir, Israel, Ari Folman

Fontes: Cinema em Cena e UOL Cinema

Para quem conhece o Google Earth e ainda não conhece o Google Sky, não pode perder. E a Microsoft está na briga para quem vai oferecer o melhor serviço. Oferecerão serviços do de telescópios para chegarmos mais perto do espaço e de forma interativa.

Matéria completa no G1, aqui.

BBC: Um terapeuta britânico usou hipnose em si mesmo para se submeter a uma cirurgia na sua mão direita sem anestesia.

Matéria completa aqui

Baixar música no e-mule:

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Senhor.mp3|3833192|F58DC6091E2A9FE40EDCCAE8074CC516|/

Letra:

Composição: Zeca Baleiro

O cara mais underground que eu conheço é o Diabo
Que no inferno toca cover das canções celestiais
Com sua banda formada só por anjos decaídos
A platéia pega fogo quando rolam os festivais

Enquanto isso Deus brinca de gangorra no playground
Do céu com santos que já foram homens de pecado
De repente os santos falam “toca Deus um som maneiro”
E Deus fala “aguenta vou rolar um som pesado”

A banda cover do Diabo acho que já tá por fora
O mercado tá de olho é no som que Deus criou
Com trombetas distorcidas e harpas envenenadas
Mundo inteiro vai pirar com o heavy metal do Senhor

Vídeo:

A Universidade de Cambridge está disponibilizando anotações digitalizadas que Darwin fez durante sua vida. Entre outras coisas, está disponível a primeira versão da Teoria da Evolução. Vale a pena conferir, apesar de as anotações estarem em uma letra quase que ilegível, é imprescindível essa viagem no tempo e na teoria darwiniana.

No site da BBC Brasil o endereço está errado, o correto é esse aqui: http://darwin-online.org.uk/

Mais uma vez a mídia ou os cientistas querem provocar pânico numa população.

Sismólogos dizem que nos próximos 30 anos, o estado da Califórnia pode ser devastado por um intenso e mortal terremoto.

Imagine se você morasse lá e ouvisse uma notícia dessa, o que faria?

Notícia completa aqui, no Yahoo Notícias.

ENCONTRA DOIS HOMENS CARREGANDO UM DEFUNTO NUMA REDE, AOS GRITOS DE “Ó IRMÃOS DAS ALMAS! IRMÃOS DAS ALMAS! NÃO FUI EU QUE MATEI NÃO!”

— A quem estais carregando,
irmãos das almas,
embrulhado nessa rede?
dizei que eu saiba.
— A um defunto de nada,
irmão das almas,
que há muitas horas viaja
à sua morada.
— E sabeis quem era ele,
irmãos das almas,
sabeis como ele se chama
ou se chamava?
— Severino Lavrador,
irmão das almas,
Severino Lavrador,
mas já não lavra.
— E de onde que o estais trazendo,
irmãos das almas,
onde foi que começou
vossa jornada?
— Onde a Caatinga é mais seca,
irmão das almas,
onde uma terra que não dá
nem planta brava.
— E foi morrida essa morte,
irmãos das almas,
essa foi morte morrida
ou foi matada?
— Até que não foi morrida,
irmão das almas,
esta foi morte matada,
numa emboscada.
— E o que guardava a emboscada,
irmão das almas,
e com que foi que o mataram,
com faca ou bala?
— Este foi morto de bala,
irmão das almas,
mais garantido é de bala,
mais longe vara.
— E quem foi que o emboscou,
irmãos das almas,
quem contra ele soltou
essa ave-bala?
— Ali é difícil dizer,
irmão das almas,
sempre há uma bala voando
desocupada.
— E o que havia ele feito,
irmãos das almas,
e o que havia ele feito
contra a tal pássara?
— Ter um hectares de terra,
irmão das almas,
de pedra e areia lavada
que cultivava.
— Mas que roças que ele tinha,
irmãos das almas,
que podia ele plantar
na pedra avara?
— Nos magros lábios de areia,
irmão das almas,
os intervalos das pedras,
plantava palha.
— E era grande sua lavoura,
irmãos das almas,
lavoura de muitas covas,
tão cobiçada?
— Tinha somente dez quadros,
irmão das almas,
todas nos ombros da serra,
nenhuma várzea.
— Mas então por que o mataram,
irmãos das almas,
mas então por que o mataram
com espingarda?
— Queria mais espalhar-se,
irmão das almas,
queria voar mais livre
essa ave-bala.
— E agora o que passará,
irmãos das almas,
o que é que acontecerá
contra a espingarda?
— Mais campo tem para soltar,
irmão das almas,
tem mais onde fazer voar
as filhas-bala.
— E onde o levais a enterrar,
irmãos das almas,
com a semente de chumbo
que tem guardada?
— Ao cemitério de Torres,
irmão das almas,
que hoje se diz Toritama,
de madrugada.
— E poderei ajudar,
irmãos das almas?
vou passar por Toritama,
é minha estrada.
— Bem que poderá ajudar,
irmão das almas,
é irmão das almas quem ouve
nossa chamada.
— E um de nós pode voltar,
irmão das almas,
pode voltar daqui mesmo
para sua casa.
— Vou eu, que a viagem é longa,
irmãos das almas,
é muito longa a viagem
e a serra é alta.
— Mais sorte tem o defunto,
irmãos das almas,
pois já não fará na volta
a caminhada.
— Toritama não cai longe,
irmão das almas,
seremos no campo santo
de madrugada.
— Partamos enquanto é noite,
irmão das almas,
que é o melhor lençol dos mortos
noite fechada.

O texto abaixo foi retirado do Terra Magazine, do portal Terra, onde o antropólogo Roberto Albergaria da Universidade Federal da Bahia fala sobre o que vem fazendo a mídia nesse caso.

Claudio Leal

A morte da menina Isabella Nardoni, 5 anos, deu início a uma novela midiática à procura de desfecho. Em 29 de março, ela morreu após uma queda da janela do apartamento do pai, Alexandre, na Zona Norte de São Paulo. A polícia investiga a autoria do crime e tem como principais suspeitos o pai e a madrasta de Isabella, Anna Carolina.

Há indícios de que ela tenha sido assassinada. Esse é o enredo central. O resto, segundo o antropólogo Roberto Albergaria, é a construção de uma novela “trágica” e “doentia”.

Doutor em Antropologia pela Universidade de Paris VII e professor da Universidade Federal da Bahia, Albergaria critica os exageros da cobertura midiática e aponta uma abordagem “classista” e “racialista” do crime. “Porque é uma menina de classe média, bonitinha, e aí vem a estética”, afirma.

- Há um lado doentio, e quem alimenta essa doença, que se tornou uma epidemia como a dengue, é a própria mídia. Porque há um viés “comunicacionista” ao se alimentar de forma mórbida uma história trágica. E transformar essa história trágica numa novela, no mesmo estilo das novelas das grandes televisões: mexicana.

O surgimento de reviravoltas, vídeos da menina, sangue nas camisas, testemunhas surpreendentes (o garçom do bar em que a tia de Isabella estava no dia da morte), os parentes, os vizinhos (personagens fatais na obra de Nelson Rodrigues), compõem o painel da novela. Para Albergaria, a mídia transformou o crime “em metade da pauta da mídia durante semanas e semanas”.

- O caso da menina veio a calhar para a mídia porque junta todas essas determinações: o classismo, o racialismo, o infantilismo… E, sobretudo, o “comunicacionismo”, uma das coisas mais doentias que existe hoje. É você explorar algumas misérias, seletivamente, como forma de emocionar as multidões.

O antropólogo exerga outra distorção: ajudada pelo mistério, a novela em que se transformou o caso Isabella vale mais do que os fatos, e tira do debate público temas mais relevantes.

- A mídia é o grande filtro. O espaço ocupado por essa menina é o espaço retirado de coisas muito mais importantes para a vida coletiva. Mas isso é um fato emocionante. A emoção vale mais do que a razão. A novela, o enredo, vale mais do que o fato - analisa Albergaria.

A seguir, a íntegra da entrevista.

Terra Magazine - Como o senhor analisa a cobertura do caso Isabella na mídia? Os vizinhos, a tia, a roupa, o sangue, os vídeos… Há um lado doentio nesse interesse minimalista?
Roberto Albergaria - Há, sim. Há um lado doentio, e quem alimenta essa doença, que se tornou uma epidemia como a dengue, é a própria mídia. Porque há um viés “comunicacionista” ao se alimentar de forma mórbida uma história trágica. E transformar essa história trágica numa novela, no mesmo estilo das novelas das grandes televisões: mexicana. É você transformar um fato, evidentemente grave, em metade da pauta da mídia durante semanas e semanas. Até que apareça outro. Não é uma questão puramente brasileira. É como aconteceu na Europa com o caso Madeleine. Por que essa menina foi escolhida como a bola da vez, a coitadinha da vez? Primeiro, porque já havia o modelo europeu. O caso Madeleine é alimentado por jornais sensacionalistas ingleses. Houve até recompensas. Segundo, ela é, digamos assim, “a vítima ideal”. Porque há um viés classista.

Por que classista?
Porque é uma menina de classe média, bonitinha, e aí vem a estética. Se ela fosse muito feia, se ela fosse um pequeno “canhão”, não daria. As revistas semanais escolheram as fotos mais fotogênicas pra ressaltar isso.

E não é um caso, aparentemente, para um Sherlock Holmes…
É isso. Não existe mais muita diferença entre o jornalismo e a ficção, entre a novela e o jornal das 20h. O tratamento dado a um fato verdadeiro é o mesmo dado a um fato novelesco. Vão fazer render esta novela com todos os ingredientes possíveis. Aí entra o que eu chamei de viés classista. Ela é uma menina de classe média, branquinha. Na maioria dos Estados brasileiros, sobretudo aqui na Bahia, onde você tem uma maioria negro-mestiça, uma menina branca vale mais do que uma menina negra. Do ponto de vista dos Estados nordestinos, há esse lado racialista. A mídia dá um centímetro para as meninas negras que morrem.

Há muitas mortes de crianças na epidemia de dengue no Rio.
São geralmente crianças pobres. A mídia pega um caso de pobre e dois de ricos. Mas, no Rio de Janeiro, não há o elemento do mistério. Há a política. O que as pessoas querem é o filtro do mistério, da novela, da descoberta… Pra você entender esse caso, há um concurso de causas e circunstâncias. É um infanticídio. Na sociedade ocidental, o infanticídio é um pecado, uma falta muito forte. A possibilidade de ela ter sido morta por um dos pais é também um elemento de grande emoção para o público telespectador caseiro. Hoje se dá muito valor às crianças. Antigamente ela não era importante.

Quando é que nasce a valorização da infância?
Nasce no século XVIII, com o mundo burguês. A criança se tornou o menino-rei, o núcleo simbólico da família nuclear burguesa. Antes, nas famílias aristocráticas, nas famílias pobres, você tinha unidades familiares com vários filhos. A perda de um filho era a perda de um único filho, não fazia tanta falta quanto iria fazer no mundo burguês, que tem no filho o futuro daquela unidade familiar. Além disso, eram poucos os filhos. Agora, há o filho único. Então, há esse viés infantilista, ou juvenicista, que tem a ver com a própria cultura contemporânea. O caso da menina veio a calhar para a mídia porque junta todas essas determinações: o classismo, o racialismo, o infantilismo - e o medo, o assombro, a tragédia do infanticídio. E, sobretudo, o “comunicacionismo”, uma das coisas mais doentias que existe hoje. É você explorar algumas misérias, seletivamente, como forma de emocionar as multidões.

Qual é o grau de envolvimento dos jornalistas com essas tragédias?
O jornalismo passa a se envolver, no Brasil ainda pouco. Os jornais sensacionalistas ingleses chegaram a oferecer recompensas milionárias no caso Madeleine. É como se o jornalismo fosse parte dessa novela, parte integrante das investigações, das denúncias. Sobretudo na definição do que é importante para o telespectador, o ouvinte ou leitor, ter como elemento de reflexão. A mídia é o grande filtro. O espaço ocupado por essa menina é o espaço retirado de coisas muito mais importantes para a vida coletiva. Mas isso é um fato emocionante. A emoção vale mais do que a razão. A novela, o enredo, vale mais do que o fato.

Terra Magazine

Pesquisadores dizem que 20 minutos semanais de limpeza doméstica são suficientes para uma vida mental mais saudável.

Isso vai dar mais rolo ainda. Os “machões” de plantão terão mais desculpas para imporem seus preconceitos na vida familiar.

Matéria completa aqui.

Deus fecunda a madrugada para o parto diário do sol, mas nem a madrugada é o sol, nem o sol é a madrugada.

(Do voto do ministro Carlos Ayres Britto, no julgamento da ADI 3.510)

No julgamento em curso no STF da ação direta de inconstitucionalidade da Lei de Biossegurança, entidades religiosas que apóiam o pedido têm feito questão de salientar: os argumentos que as movem não são de ordem religiosa, são científicos. Sustentam - com razão, diga-se de passagem - que o zigoto, biologicamente, já contém todas as informações identificadoras do indivíduo humano a que daria origem, caso a gestação ocorresse. Mas isso não dá resposta a esta fundamental indagação: ali já está presente um ser humano?

Veja-se: retirados que forem de um animal qualquer, humano ou não, uma unha ou um fio de cabelo, estará também ali contido todo o código genético daquele ser. E, no entanto, se poderia atribuir à unha ou ao fio de cabelo a condição humana?

Claramente, os grupos, todos eles identificados com a religião, que se opõem à pesquisa científica com células-tronco embrionárias não o fazem por amor à ciência, mas por respeito à fé. Talvez não tenham sequer coragem de afirmar, mas sua luta nasce da crença de que ali, naquele aglomerado de células humanas, há uma alma. E que essa realidade desloca o tema ao campo da sacralidade, por onde não é lícito ao homem transitar.

Sob o aspecto jurídico positivo, a questão é singela e - tomara! - o voto já proferido pelo ministro Ayres Britto há de ter pavimentado o caminho da decisão final. Cuida-se de definir se ali, naquelas células, há vida humana. A resposta é não. Nosso ordenamento jurídico atribui personalidade humana ao ser nascido com vida. O restante são perquirições, relevantes, sem dúvida, de cunho religioso ou filosófico. Não científicos. E à Corte não caberá firmar a decisão nesse tipo de perquirições que fogem do âmbito da lei.

Mas admitamos - e preferível seria que o fizessem claramente os que pugnam pela procedência da ação - que o móvel do pedido seja exatamente este: o de que ali repousa uma alma humana e que crenças e tradições de um povo devem pesar na decisão. Assim mesmo, é de se considerar que entre nós vigoram, com igual força e respeitável tradição histórica, outras posições acerca dessa substância definida pelas religiões e filosofias como alma ou espírito.

Mesmo que a religião cristã haja, após alguns concílios que lhe deram feição definitiva, fechado questão de que a alma é criada por Deus no momento da concepção, é sabido que nem sempre houve unanimidade na história do cristianismo acerca dessa proposição, feita dogma irremovível, a partir de certo momento. Os chamados padres da Igreja, sob influência platônica, nos primeiros séculos do cristianismo, defenderam abertamente a preexistência do espírito como emanação divina e sua atuação consciente e eficiente no processo da encarnação. Contemporaneamente, no Brasil, milhões de pessoas adotam a crença ou a concepção filosófica da reencarnação, bem mais compatível com os modernos postulados científicos da lei geral da evolução. Esta não influiria tão-somente no campo biológico, mas seria também o dínamo do desenvolvimento consciencial, a partir da hipótese da existência do espírito e de sua independência da matéria.

A partir dessa concepção, moderna e não destoante da ciência, impensável seria imaginar que num conglomerado de células, manipuladas num tubo de ensaio e, após, conservadas por anos em um congelador, repouse uma consciência. Ali ela não poderia ter parado em um processo onde a inteligência voltada a um fim útil e evolucionista haja, de alguma forma, interferido.

Está aí uma reflexão fundamentada numa hipótese viável, filosófica e cientificamente sustentável. Diferente, pois, de um dogma que, para poder influir na formulação das leis e das decisões humanas, precisa se valer de eufemismos que mascaram a velha persistente vontade de que o mundo seja regido pela fé e pelo obscurantismo, em detrimento do progresso e da ciência.

Almas congeladas só podem povoar o mundo mítico de seres que preferem também congelar a fé, mas que não têm o direito de obstaculizar o avanço da ciência. Mormente quando esta contribui para a felicidade humana.

MILTON R. MEDRAN MOREIRA | Procurador de Justiça aposentado e jornalista; presidente da Confederação Espírita Pan-Americana

Uma exposição na França mostra como será a fauna daqui a milhões de anos. Não é simplesmente um exercício de futurologia, mas, baseados na evolução, através das mudanças climáticas, movimento das placas terrestres. Veja a matéria completa e algumas fotos aqui.

Eita que eu estou ficando bom no negócio de profetizar acontecimentos. Lembra que no post sobre a Andréia Schwartz eu disse que entre outras coisas, ela iria receber convite para posar nua? Pois é, ela recebeu e… aceitou, claro!

Acho que isso não tem nada de futurologia, mas de uma nudez anunciada desde que a mesma foi presa e que o escândalo explodiu. Já está mais que comum esse tipo de aculturação na sociedade moderna.

Agora só falta o livro e o filme. Bom, daqui pra frente, adivinhar que vai posar nua, escrever livro já não cola mais, o negócio é adivinhar quanto tempo vai levar para que cada coisa dessa aconteça.

Matéria aqui.

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